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Renato Batista


IT guy, coffee lover, nerd, gamer, husband.☕ 💻 🎮 🎧 📷 🇧🇷


A viagem

Como disse no post anterior, a viagem estava programada para um período bem curto, cerca de 25 dias após a notícia, então comecei a organizar as coisas para a mesma. Tenho que agradecer a minha esposa, Héricka, desde já pois me apoiou e tem me apoiado em cada etapa desse processo e consequentemente na minha organização para a viagem. Também meus agradecimentos a meu pai, pelo grande apoio.

Se você caiu aqui de paraquedas, veja o post anterior para entender melhor.

Preparação

Uma série de itens deveriam ser providenciados, entre eles: tickets para viagem, documentos pessoais, diplomas (faculdade e cursos relacionados), vacinas, seguro, mala, roupas e calçados, hotel para pernoite durante trajeto, hotel para primeiros dias, encomendas, orientações com quem está lá, etc. Em meio a isso tudo, ainda deveria deixar o atual emprego em ordem para quem ficou. Posso dizer que foram dias corridos, onde juntando com a ansiedade pareciam não passar, e mesmo apesar de muito cansaço, sempre acordava a noite para checar e-mails e conversar (o fuso de Dili é de 12h a mais em relação ao Brasil), logo comunicação rápida era durante a madrugada no Brasil.

O quase embarque

Finalmente chegou a data de embarque, e lá no aeroporto família e amigos próximos reunidos, aquele clima de despedida, já sentindo saudade de todos principalmente da Héricka. Para minha surpresa ao procurar o balcão para despacho de bagagem, fui impedido de embarcar pela empresa que contratei para o primeiro trecho da viagem, Goiânia a Kuala Lumpur (Malásia), fazendo escala em São Paulo e Abu Dhabi (Emirados Árabes). Depois de muito discutir e aguardar, fui informado que a empresa que faria o trecho internacional não tinha autorizado o embarque, pois não estava com a passagem de retorno, apenas de ida, mesmo eu tendo apresentado o contrato de trabalho, informado da não necessidade de visto especial, etc… Apesar desse impasse, tudo isso aconteceu em Goiânia, então pude voltar pra casa e tentar resolver a situação. Chegando em casa, mais que depressa procurei o pessoal da UNDP em Dili, na esperança de algum documento pudesse me ajudar no embarque. Fiquei praticamente a noite toda acordado conversando. Depois já pela manhã entrei em contato com a empresa do trecho internacional, para minha surpresa me informaram que o impedimento não partiu deles, e sim da outra empresa que faria Goiânia – São Paulo. Continuando a saga fiquei boa parte da manhã e tarde com a TAM na linha, e sempre a mesma desculpa, a “outra empresa não autorizou o embarque”.

No final das contas tive que comprar a passagem de retorno para evitar mais atraso na viagem, já havia comprado os trechos menores na Ásia com 1 ou 2 dias de intervalo, logo estava ‘tranquilo’ com esse impasse. Com o atraso da partida, perdi a primeira reserva no hotel na Malásia, mas a minha chegada permanecia sem atrasos. Ufa. 🙂

O embarque

Como dissa antes, comprei a passagem de retorno para 2015, pois vi que dali não iria a lugar algum. Então voltei ao aeroporto com o retorno e meu embarque milagrosamente foi autorizado pela TAM. Até que enfim, iniciei então a viagem dia 22/05. Cheguei em São Paulo e na fila do check in para aEtihad, topei com um cara, o Pedro, que estava indo para Bali e iríamos fazer parte da viagem juntos, então pediu minha ajuda pois não falava nada de inglês. Seguimos para a imigração, depois embarque e finalmente partimos de São Paulo.

(inserir imagem) Avião da Etihad em SP, bem grandinho.

A viagem

Primeiro trecho durou 15 horas, é bem cansativo. Para ajudar a passar o tempo contava com internet (paga) a bordo, deu pra matar um pouco o tempo. Além disso o sistema multimídia era bem legal, com vários filmes, seriados e músicas.

Após descer em Abu Dhabi (Emirados-Árabes), aproveitei o tempo de espera pra andar pelo Shopping interno do Aeroporto, bem legal por sinal. Ali já vi gente de várias nacionalidades, destacando-se indianos e árabes (estava no oriente médio). Fiz um lanche, e saí a procura de uma tomada, por sorte ao lado de uma das escadas havia o espaço de uma loja que ainda não estava em funcionamento, providenciei um adaptador e pude recarregar o celular. Finalmente pude fazer ligações via skype e deu pra conversar um pouco.

Uma observação para os preços de alguns perfumes em exposição no aeroporto, começando em 35 mil dólares…

Que barato esse perfume, só $277 mil (dólares).

Depois de algumas horas de espera, embarquei em Abu Dhabi, mas o voo só partiu com mais de 1h de atraso pois o piloto precisou aguardar alguém que estava em uma mesquita chegar, partimos para Kuala Lumpur (Malásia).

Descendo em Kuala Lumpur

Trilho conectando 2 aeroportos em Kuala Lumpur.

Um tipo de Surface com mapa do aeroporto em Kuala Lumpur.

Originalmente iria ficar 1 dia em Kuala Lumpur, mas como havia perdido o voo no dia anterior, acabei perdendo uma diária já paga. A essa altura já estava cansado e só pensava em comer e descansar. Nem aproveitei o shopping no aeroporto, fiquei descansando e aguardando o próximo voo. Finalmente depois de um voo curto de 3 horas, cheguei a Bali. Mais uma vez a rotina: imigração / bagagem / transporte, enfim chego no hotel dia 25/05 por volta de 0h.

Perguntei por algum restaurante aberto, me falaram que não tinha nenhum com delivery, então me restava dormir uma noite de sono.

(inserir imagem) fotos

Música ao vivo no restaurante.

Sanduba bom, mas estava apimentado pra caramba, pensei “bem-vindo a Ásia, hehe”.

Aproveitei que ficaria o dia em Bali, acordei tomei café logo cedo, voltei a dormir e acordei para o almoço, dei uma volta na vizinhança e comi ali perto mesmo. Depois dei mais uma volta pela cidade e voltei para o hotel, saí para jantar e voltei pra dormir, para na manhã de segunda feira, sair para o último trecho.

Acordei cedo, fiz meu checkout e parti para o aeroporto e segui novamente para o embarque, passando pela imigração e pagando novamente para sair do país (30$ em cada sentido).

Último trecho com destino a Dili (Timor-Leste)

(inserir imagem) Avião que me levou para Dili. (foto)

Depois de aguardar uns bons minutos em pé, pois não havia ao menos cadeiras na sala de embarque para Dili (me disseram que o aeroporto em Bali estava em reforma). Abriram os portões e embarquei, agora viagem rápida de 2h para chegar a Dili. Voo foi tranquilo e meu contato estava me aguardando, mas pra variar minha chegada tinha que ter alguma surpresa.

A chegada

Logo ao desembarcar, percebi que não tinha recebido a ficha para a imigração, então tive que preencher na fila, depoi disso era só completar o processo, passar pela imigração e pagar 30$ pelo visto.

Quando segui para retirar a bagagem, o pessoal do Raio X resolveu xeretar minha mala (depois descobri que fazem isso pra todos os ‘newcomers’, viraram de cima a baixo procurando algo metálico que supostamente viram no R-X, no final o cara disse: “Ah é só o cinto”, vale observar que nenhum outro aeroporto chiou por conta da minha bagagem.

Depois de quase 10 minutos revirando minha mala, finalmente fui liberado. Encontrei com meu novo chefe, providenciei um chip (simcard) pro meu celular e pude então me dirigir para o hotel em Dili. É uma viagem bacana, mas muito cansativa por não haver voos diretos e tantas esperas. Mas finalmente cá estou. No próximo post falarei sobre meus primeiros dias aqui e as mancadas de um recém-chegado. 🙂

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